Globo News - Mundo
Globo News - Mundo
2026-02-17 16:42:34 (2 days ago)
Em entrevista à BBC, Hillary Clinton acusa governo Trump de encobrir arquivos de Epstein
A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, acusou a administração do presidente americano, Donald Trump, de encobrir os arquivos relacionados ao criminoso sexual Jeffrey Epstein, pela forma como tratou o caso. "Divulguem os arquivos. Eles estão enrolando", disse em entrevista à BBC, em Berlim, onde ela participou do Fórum Mundial anual. A Casa Branca rebateu as críticas e disse que, ao liberar os documentos, fez "mais pelas vítimas do que os democratas jamais fizeram". Milhões de novos arquivos ligados a Epstein foram divulgados no início deste mês pelo Departamento de Justiça dos EUA. Na ocasião, o vice-procurador-geral dos Estados Unidos disse que cerca de três milhões de páginas não haviam sido divulgadas devido à existência de prontuários médicos pessoais, descrições gráficas de abuso infantil e outros materiais que poderiam comprometer investigações em andamento. Questionada se Andrew Mountbatten-Windsor — ex-príncipe e irmão do rei Charles 3° — deveria depor perante um comitê do Congresso, Hillary Clinton afirmou: "Eu acho que todas as pessoas deveriam testemunhar se forem convocadas para isso". Aparecer nos arquivos, contudo, não é uma indicação de envolvimento em irregularidades. Andrew sempre negou qualquer conduta ilegal. O comitê não tem poder para obrigá-lo a comparecer, mas pressionou o casal Clinton a testemunhar — o que ambos aceitaram no mês passado. Bill Clinton deve depor em 27 de fevereiro, enquanto Hillary comparecerá no dia anterior. Uma votação que poderia abrir processo por desacato ao Congresso contra o casal foi suspensa depois que ambos concordaram em depor. A medida havia sido cogitada após a recusa inicial dos dois em comparecer ao comitê. Essa será a primeira vez que um ex-presidente americano testemunha diante de um comitê do Congresso desde Gerald Ford, em 1983. Hillary voltou a defender que a audiência seja pública, e não realizada a portas fechadas. "Vamos comparecer, mas achamos que seria melhor que fosse em público", disse à BBC. O presidente republicano do comitê, James Comer, acusou os Clinton de "protelar" para testemunhar e afirmou que o casal "cedeu" diante da possibilidade de votação por desacato. "Eu só quero que seja justo. Quero que todos sejam tratados da mesma forma", respondeu Hillary. "Não temos nada a esconder. Pedimos por diversas vezes a divulgação integral desses arquivos. Acreditamos que a transparência é o melhor remédio." A ex-candidata à Presidência dos EUA argumentou ainda que ela e o marido estariam sendo usados para desviar a atenção de Donald Trump. "Vamos falar dos Clinton — até da Hillary Clinton, que nunca encontrou esse homem", disse. Hillary afirmou ter conhecido Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein — e condenada por ajudar o bilionário a abusar de adolescentes — "em poucas ocasiões". Bill Clinton, que aparece nos arquivos, disse ter tido contato com Epstein, mas afirmou ter rompido relações há cerca de duas décadas. Nenhum dos dois foi acusado de cometer algum tipo de irregularidade pelas vítimas dos abusos de Epstein, e ambos dizem que não tinham conhecimento dos crimes na época. Os milhões de novos arquivos relacionados a Jeffrey Epstein se tornaram públicos no início deste mês após o Congresso aprovar uma lei obrigando a divulgação de materiais ligados às investigações do caso. Os documentos foram divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA. O órgão afirmou ter liberado todos os arquivos exigidos pela nova legislação, mas parlamentares dizem que a divulgação ainda é insuficiente. O deputado republicano de Kentucky Thomas Massie, um dos autores da lei, defendeu que o departamento também torne públicos memorandos internos que expliquem decisões passadas sobre denunciar ou não Epstein e seus associados. Epstein foi encontrado morto em 10 de agosto de 2019, em uma cela de prisão em Nova York, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual, sem direito à fiança. A morte ocorreu mais de uma década após sua condenação por aliciar uma menor para prostituição, crime que o levou a ser registrado como agressor sexual. Segundo a justiça americana, Epstein tirou a própria vida. Andrew, ex-príncipe, enfrenta pressão crescente de autoridades americanas e da família de Virginia Giuffre — que o acusou publicamente de abuso sexual — para depor diante do Comitê de Supervisão do Congresso sobre suas ligações com Epstein. Andrew tem negado qualquer irregularidade e firmou, em 2022, um acordo extrajudicial com Giuffre sem admissão de culpa. Giuffre tirou a própria vida em 2025. Trump, que é mencionado nos arquivos de Epstein, também nega qualquer irregularidade em relação ao criminoso sexual, com quem ele afirma ter cortado relações décadas atrás. O presidente americano não foi acusado de crimes pelas vítimas de Epstein. Questionado sobre as declarações de Hillary Clinton à BBC, Trump disse que não tem nada a esconder. "Fui inocentado. Não tive nada a ver com Jeffrey Epstein. Eles investigaram esperando encontrar algo, e encontraram exatamente o contrário", afirmou o presidente a bordo do avião oficial. "Eles é que estão sendo envolvidos. E isso é problema deles... Clinton e muitos outros democratas foram puxados para isso", declarou. Sobre as alegações envolvendo Trump, o Departamento de Justiça dos EUA afirmou anteriormente que "alguns documentos continham acusações sensacionalistas e contra Trump que foram apresentadas ao FBI pouco antes da eleição de 2020". "As alegações são infundadas e falsas e, se tivessem qualquer credibilidade, já teriam sido usadas politicamente contra o republicano. A Casa Branca declarou que, "ao liberar milhares de páginas de documentos, cooperar com a intimação do Comitê de Supervisão da Câmara e defender novas investigações sobre aliados democratas de Epstein, o governo Trump tem feito mais pelas vítimas do que os democratas jamais fizeram".
Globo News - Mundo
Globo News - Mundo
2026-02-17 16:42:34 (2 days ago)
Em entrevista à BBC, Hillary Clinton acusa governo Trump de encobrir arquivos de Epstein

A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, em entrevista à BBC
BBC
A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, acusou a administração do presidente americano, Donald Trump, de encobrir os arquivos relacionados ao criminoso sexual Jeffrey Epstein, pela forma como tratou o caso.
"Divulguem os arquivos. Eles estão enrolando", disse em entrevista à BBC, em Berlim, onde ela participou do Fórum Mundial anual.
A Casa Branca rebateu as críticas e disse que, ao liberar os documentos, fez "mais pelas vítimas do que os democratas jamais fizeram".
Milhões de novos arquivos ligados a Epstein foram divulgados no início deste mês pelo Departamento de Justiça dos EUA.
LEIA MAIS: Documentos dos EUA revelam que Jeffrey Epstein tem CPF ativo no Brasil
'Grande grupo brasileiro': o elo do caso Jeffrey Epstein com o Brasil revelado em novos documentos
Na ocasião, o vice-procurador-geral dos Estados Unidos disse que cerca de três milhões de páginas não haviam sido divulgadas devido à existência de prontuários médicos pessoais, descrições gráficas de abuso infantil e outros materiais que poderiam comprometer investigações em andamento.
Questionada se Andrew Mountbatten-Windsor — ex-príncipe e irmão do rei Charles 3° — deveria depor perante um comitê do Congresso, Hillary Clinton afirmou: "Eu acho que todas as pessoas deveriam testemunhar se forem convocadas para isso".
Aparecer nos arquivos, contudo, não é uma indicação de envolvimento em irregularidades. Andrew sempre negou qualquer conduta ilegal.
O comitê não tem poder para obrigá-lo a comparecer, mas pressionou o casal Clinton a testemunhar — o que ambos aceitaram no mês passado.
Bill Clinton deve depor em 27 de fevereiro, enquanto Hillary comparecerá no dia anterior.
Uma votação que poderia abrir processo por desacato ao Congresso contra o casal foi suspensa depois que ambos concordaram em depor. A medida havia sido cogitada após a recusa inicial dos dois em comparecer ao comitê.
Essa será a primeira vez que um ex-presidente americano testemunha diante de um comitê do Congresso desde Gerald Ford, em 1983.
Hillary voltou a defender que a audiência seja pública, e não realizada a portas fechadas.
"Vamos comparecer, mas achamos que seria melhor que fosse em público", disse à BBC.
O presidente republicano do comitê, James Comer, acusou os Clinton de "protelar" para testemunhar e afirmou que o casal "cedeu" diante da possibilidade de votação por desacato.
MPF investiga possível conexão do Brasil com rede de Epstein
"Eu só quero que seja justo. Quero que todos sejam tratados da mesma forma", respondeu Hillary.
"Não temos nada a esconder. Pedimos por diversas vezes a divulgação integral desses arquivos. Acreditamos que a transparência é o melhor remédio."
A ex-candidata à Presidência dos EUA argumentou ainda que ela e o marido estariam sendo usados para desviar a atenção de Donald Trump.
"Vamos falar dos Clinton — até da Hillary Clinton, que nunca encontrou esse homem", disse.
Hillary afirmou ter conhecido Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein — e condenada por ajudar o bilionário a abusar de adolescentes — "em poucas ocasiões".
Bill Clinton, que aparece nos arquivos, disse ter tido contato com Epstein, mas afirmou ter rompido relações há cerca de duas décadas.
Nenhum dos dois foi acusado de cometer algum tipo de irregularidade pelas vítimas dos abusos de Epstein, e ambos dizem que não tinham conhecimento dos crimes na época.
Bill e Hillary Clinton vão testemunhar diante de um comitê do Congresso sobre Jeffrey Epstein
Getty Images via BBC
Os milhões de novos arquivos relacionados a Jeffrey Epstein se tornaram públicos no início deste mês após o Congresso aprovar uma lei obrigando a divulgação de materiais ligados às investigações do caso.
Os documentos foram divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA.
O órgão afirmou ter liberado todos os arquivos exigidos pela nova legislação, mas parlamentares dizem que a divulgação ainda é insuficiente.
O deputado republicano de Kentucky Thomas Massie, um dos autores da lei, defendeu que o departamento também torne públicos memorandos internos que expliquem decisões passadas sobre denunciar ou não Epstein e seus associados.
Epstein foi encontrado morto em 10 de agosto de 2019, em uma cela de prisão em Nova York, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual, sem direito à fiança.
A morte ocorreu mais de uma década após sua condenação por aliciar uma menor para prostituição, crime que o levou a ser registrado como agressor sexual.
Segundo a justiça americana, Epstein tirou a própria vida.
Andrew, ex-príncipe, enfrenta pressão crescente de autoridades americanas e da família de Virginia Giuffre — que o acusou publicamente de abuso sexual — para depor diante do Comitê de Supervisão do Congresso sobre suas ligações com Epstein.
Andrew tem negado qualquer irregularidade e firmou, em 2022, um acordo extrajudicial com Giuffre sem admissão de culpa. Giuffre tirou a própria vida em 2025.
Trump, que é mencionado nos arquivos de Epstein, também nega qualquer irregularidade em relação ao criminoso sexual, com quem ele afirma ter cortado relações décadas atrás.
O presidente americano não foi acusado de crimes pelas vítimas de Epstein.
Questionado sobre as declarações de Hillary Clinton à BBC, Trump disse que não tem nada a esconder.
"Fui inocentado. Não tive nada a ver com Jeffrey Epstein. Eles investigaram esperando encontrar algo, e encontraram exatamente o contrário", afirmou o presidente a bordo do avião oficial.
"Eles é que estão sendo envolvidos. E isso é problema deles... Clinton e muitos outros democratas foram puxados para isso", declarou.
Sobre as alegações envolvendo Trump, o Departamento de Justiça dos EUA afirmou anteriormente que "alguns documentos continham acusações sensacionalistas e contra Trump que foram apresentadas ao FBI pouco antes da eleição de 2020".
Epstein e a ex-namorada Ghislaine Maxwell, que foi condenada por recrutar e traficar adolescentes para os abusos do bilionário
Getty Images via BBC
"As alegações são infundadas e falsas e, se tivessem qualquer credibilidade, já teriam sido usadas politicamente contra o republicano.
A Casa Branca declarou que, "ao liberar milhares de páginas de documentos, cooperar com a intimação do Comitê de Supervisão da Câmara e defender novas investigações sobre aliados democratas de Epstein, o governo Trump tem feito mais pelas vítimas do que os democratas jamais fizeram".
Fox News - Video
Fox News - Video
2026-02-17 16:41:05 (2 days ago)
Sheriff: No DNA match found on glove or inside home in Nancy Guthrie case
Fox News chief correspondent Jonathan Hunt and retired homicide detective Jon Buehler discuss updates from the Pima County Sheriff’s Office in the disappearance of Nancy Guthrie on ‘The Story.’
South China Morning Post - World News
South China Morning Post - World News
2026-02-17 16:40:18 (2 days ago)
Trump unveils first Japan investments under trade deal with US
The US and Japan unveiled the debut projects of a US$550 billion investment fund, pressing ahead with a trade and economic pact in the weeks before Japan’s Prime Minister Sanae Takaichi is set to meet US President Donald Trump. Trump said that the first tranche of money would go towards an Ohio gas power plant, a critical minerals site in Georgia and a liquefied natural gas facility in Texas in a social media post on Tuesday. The announcement did not specify how the projects would be financed or...
Fox News - Sports
Fox News - Sports
2026-02-17 16:38:45 (2 days ago)
French Olympic ice dance gold medalists respond to scoring criticism at Milan Cortina Olympics
French judge Jézabel Dabouis' scoring decision at the 2026 Winter Games ice dance final triggered transparency demands and favoritism accusations.
France 24 - World News
France 24 - World News
2026-02-17 16:37:22 (2 days ago)
EU launches probe against Shein over illegal items and addictive design
The European Commission has opened a formal investigation into Shein over suspicion that the online retail giant has violated the EU's Digital Services Act. The probe comes months after the online retail giant came under fire for allowing child-like sex dolls to be sold on its site. But first, France is inching closer to finalise a massive deal over the sale of 114 Rafale fighter jets to India, as Emmanuel Macron kicks off his state visit.
Times of India
Times of India
2026-02-17 16:35:11 (2 days ago)
CBC News - Top Stories
CBC News - Top Stories
2026-02-17 16:35:06 (2 days ago)
Gold Glover Ty France to join Padres after brief run with Blue Jays

Gold Glover Ty France won't be returning to the Toronto Blue Jays this spring, after signing a minor-league deal with the San Diego Padres.
Al Jazeera - Top Stories
Al Jazeera - Top Stories
2026-02-17 16:35:03 (2 days ago)
Warner Bros rejects latest Paramount bid but open to ‘best and final’ offer
The Warner Bros Discovery board says it remains committed to the Netflix deal.
Fox News - U.S. News
Fox News - U.S. News
2026-02-17 16:32:56 (2 days ago)
Christian mother, teacher's autopsy conducted as police probe homicide in Ohio home invasion
Ohio substitute teacher Ashley Flynn found shot dead in alleged home burglary. Complex homicide investigation underway as community mourns educator.
Fox News - Video
Fox News - Video
2026-02-17 16:32:50 (2 days ago)
Should Tyreek Head to San Francisco — and Could the Raiders Pass on Mendoza? 👀
Danny Parkins, Greg Jennings, and Willie Colon share where they want to see Tyreek Hill play next and debate whether the Las Vegas Raiders could pass on Fernando Mendoza.
Le Monde - World News
Le Monde - World News
2026-02-17 16:32:15 (2 days ago)
France and Algeria agree to resume security cooperation
After meeting on Tuesday with Algerian President Abdelmadjid Tebboune, French Interior Minister Nunez said both sides had agreed to 'reactivate a high-level security cooperation mechanism.' His visit to Algiers marks the first sign of a thaw in diplomatic ties between the two countries.
Current Page: 158