France 24 - World News
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2026-03-28 04:17:04 (9 hours ago)
Strikes on Ukrainian cities kill three, child dies in drone attack on Moscow
Russian strikes on Ukraine killed three people and wounded at least 13 overnight Friday into Saturday, while a Ukrainian strike killed a child in Russia, according to local authorities.
Times of Israel - World News
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2026-03-28 04:12:44 (9 hours ago)
IDF finds bombproof room held up to direct hit from cluster munition
Petah Tikva incident on Tuesday apparently marked first time a submunition directly hit a bomb-safe room in Israel; those inside, including two children, were unharmed
The post IDF finds bombproof room held up to direct hit from cluster munition appeared first on The Times of Israel.

BBC News - Health
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2026-03-28 04:08:42 (9 hours ago)
Ultrasound delays putting pregnant women and cancer patients at risk, sonographers say
Demand for ultrasound has increased but too few people are being trained for the job, sonographers warn.
Globo News - Mundo
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2026-03-28 04:00:58 (9 hours ago)
'Ele gostava de ver o medo nos nossos olhos': os relatos de mulheres aliciadas por Epstein à BBC

Cinco sobreviventes de Epstein sentadas com Victoria Derbyshire no estúdio do programa BBC Newsnight. Da esquerda para a direita: Jena-Lisa Jones, Wendy Pesante, Victoria Derbyshire, Joanna Harrison, Chauntae Davies e Lisa Phillips
BBC
Aviso: esta reportagem contém descrições sexuais explícitas.
Joanna Harrison nunca quis falar sobre os abusos que sofreu nas mãos de Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
Como muitas das vítimas, Harrison diz que os ataques de Epstein a deixaram com vergonha e constrangimento. Mas, depois que seu nome foi divulgado sem autorização na liberação de milhões de documentos pelo governo americano, Harrison disse ao Newsnight, programa da BBC apresentado por Victoria Derbyshire, que sentiu que precisava se manifestar.
"Chega um ponto em que você está sendo sufocada e precisa respirar, e sinto que esta é a minha forma de tentar respirar", afirmou Harrison.
O programa Newsnight reuniu Harrison e outras quatro vítimas de Epstein pela primeira vez na mesma sala. Durante a conversa, que durou horas, houve gestos de apoio e, enquanto observavam fotos de si mesmas da época em que conheceram Epstein, houve lágrimas.
Na ampla entrevista, as vítimas relataram histórias de dor e raiva. Algumas lembraram o período que passaram na ilha privada de Epstein, Little St James, enquanto outras relembraram momentos "perturbadores" em seu rancho no Novo México.
Elas disseram acreditar que as figuras poderosas com quem ele se associava provavelmente sabiam o que estava acontecendo.
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'Trauma renovado': vítimas de Epstein processam governo dos EUA e Google por divulgação de identidades
A identidade exposta ao público
Milhões de documentos relacionados às diversas investigações sobre Epstein foram divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, mas parte do material sem tarjas (cobrindo imagens ou informações sensíveis) não ocultou a identidade de suas vítimas.
Harrison foi uma das pessoas cujo nome foi tornado público.
'Esta é a minha forma de tentar respirar', diz Joanna Harrison ao falar sobre Epstein pela primeira vez
BBC
Ela disse ao Newsnight que nunca quis que os arquivos fossem divulgados, temendo perder o anonimato.
"Não é normal ver o rosto do seu agressor todos os dias por seis anos na TV", afirmou Harrison.
Ela relatou ter conhecido Epstein na Flórida quando tinha 18 anos e, como outras sobreviventes, disse que tudo começou com uma massagem.
"Tudo parecia normal", disse Harrison. "Quando ele começou a se masturbar, eu simplesmente congelei. Acho que não disse duas palavras no carro durante o trajeto de volta para casa."
Ela contou depois que Epstein a estuprou no dia do aniversário dele.
Falando publicamente pela primeira vez, Harrison disse duvidar que ela e outras vítimas algum dia obterão justiça agora que Epstein está morto. "Tenho perguntas para as quais nunca terei resposta."
Cinco países em cinco dias com Clinton, Spacey e Maxwell
Chauntae Davies compartilhou com o Newsnight imagens inéditas de quando viajou com Epstein em seu avião particular para a África.
As fotos incluíam Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, além do ator Kevin Spacey e do ex-presidente americano Bill Clinton. Spacey e Clinton participavam de uma viagem humanitária para promover a prevenção da Aids.
"Na época, descrevi em meu diário como o grupo mais eclético de pessoas que você poderia reunir... era quase como um clima de acampamento, porque estávamos viajando para cinco países diferentes em cinco dias", disse. "No avião, eles comiam petiscos, jogavam cartas e contavam histórias", contou Davies.
"Foi uma viagem única na vida e, infelizmente, teve de ser manchada pelo que estava acontecendo a portas fechadas", afirmou.
Davies disse que foi estuprada por Epstein em sua ilha particular depois de ser contratada para lhe fazer massagens.
Davies, que é massoterapeuta qualificada, recordou, durante a conversa no Newsnight, que fez uma massagem no pescoço e nas costas de Clinton em um aeroporto em Portugal, enquanto o avião reabastecia. Na época, ela disse ter escrito em seu diário que o ex-presidente era humilde, gentil e carismático.
Chauntae Davies com o ex-presidente dos Estados Unidos em um avião
BBC/Chauntae Davies
O ex-presidente foi questionado sobre essa interação com Davies quando prestou depoimento perante o Comitê de Supervisão da Câmara dos EUA, em fevereiro. Ele disse ao comitê que gostaria que Davies tivesse lhe contado sobre as irregularidades de Epstein.
Mas Davies afirmou que nunca considerou contar a Clinton: "Eu nunca falaria sobre isso com ninguém."
"O que ele teria feito, de verdade? Será que [Clinton] poderia ter impedido isso?", questionou Davies sobre as ações de Epstein. "Acho que nunca vamos saber."
Em determinado momento, enquanto estava em Portugal com Clinton, Davies lembrou ter ajudado o ex-presidente a comprar joias para sua filha, Chelsea.
Chauntae Davies afirmou que foi estuprada por Epstein em sua ilha particular após ser contratada para lhe fazer massagens
BBC/Thierry Humeau
Clinton afirmou repetidamente que não testemunhou os abusos cometidos por Epstein. Seu nome aparece centenas de vezes nos arquivos relacionados ao caso. Figurar em documentos ligados a Epstein não implica qualquer irregularidade.
Spacey defendeu publicamente a divulgação de todos os arquivos de Epstein, dizendo: "Para aqueles de nós que não têm nada a temer, a verdade não pode demorar a vir."
O 'perturbador' rancho de Epstein no Novo México
No início deste ano, surgiram alegações em documentos do Departamento de Justiça sobre Epstein que levaram o Estado do Novo México, nos EUA, a reabrir uma investigação criminal sobre seu rancho chamado Zorro.
O Estado do Novo México havia arquivado sua investigação inicial sobre o local em 2019, após um pedido de promotores federais no Estado de Nova York.
"Foi lá que ocorreu a maioria dos abusos. Tenho minhas lembranças mais sombrias do rancho Zorro", disse Davies.
Ao relembrar como era estar no local, ela disse ao programa Newsnight que se sentia "presa".
"Tinha uma sensação fria, escura, perturbadora ali dentro", afirmou Davies.
Lisa Phillips, outra sobrevivente que falou ao Newsnight, ecoou essa percepção sobre o rancho. "Lembro de pensar: 'este lugar é realmente assustador', simplesmente tinha essa sensação", disse.
Davies afirmou acreditar que há muito mais a ser descoberto sobre o que aconteceu no rancho Zorro.
'Gosto de ter coisas contra as pessoas', disse Epstein à sobrevivente
Epstein gostava de se gabar de seus amigos bem relacionados e influentes, afirmou Davies.
Ela disse que ele se gabava de ter emprestado dinheiro a Sarah Ferguson, ex-duquesa de York. "Não era segredo", disse Davies ao Newsnight.
Davies disse que havia fotos emolduradas de Ferguson com o ex-marido, Andrew Mountbatten-Windsor, e suas filhas na propriedade de Epstein.
Phillips, que trabalhava como modelo na época, também falou sobre as conexões de Epstein com Mountbatten-Windsor e relatou a história de uma amiga — que não falou publicamente e quer permanecer anônima — que teria sido instruída a manter relações sexuais com Mountbatten-Windsor.
Ela disse que sua amiga foi ao apartamento de Epstein no Upper East Side, em Nova York, em 2003, onde foi orientada a entrar em um quarto e manter relações sexuais com um homem que, segundo ela, era Mountbatten-Windsor.
Mountbatten-Windsor tem negado consistentemente qualquer irregularidade.
'Acho que ele [Epstein] gostava de ver que estávamos paralisadas e com medo, sem saber o que fazer', disse Lisa Phillips
BBC/Thierry Humeau
Phillips disse ao Newsnight que depois perguntou a Epstein por que ele havia feito sua amiga manter relações sexuais com Mountbatten-Windsor. Ela afirmou que Epstein sorriu de forma irônica e respondeu: "Gosto de ter coisas contra as pessoas".
"Ele gostava do medo em nossos olhos", disse ela sobre os abusos de Epstein. "Acho que ele gostava do fato de estarmos paralisadas e assustadas, sem saber o que fazer, e acho que ele sentia prazer com isso."
Na entrevista ao Newsnight, Phillips pediu à polícia do Reino Unido que fale com ela sobre o que sabe a respeito da suposta agressão de sua amiga e do envolvimento de Mountbatten-Windsor.
Mountbatten-Windsor foi preso em fevereiro (19/2) sob suspeita de má conduta em cargo público. A investigação se concentra em acusações de que ele teria compartilhado informações confidenciais e sensíveis com Epstein enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido.
As sobreviventes que falaram à BBC Newsnight disseram não acreditar que Epstein tenha cometido suicídio.
"Nós o conhecíamos, sabíamos que tipo de pessoa ele era", afirmou Phillips.
Epstein foi encontrado morto em sua cela no dia 10/08/2019, enquanto estava detido no Metropolitan Correctional Center, em Nova York, sob acusações de tráfico sexual e conspiração, antes do julgamento.
A morte foi classificada como suicídio pelo médico legista.
'Eu não sorrio mais da mesma forma' — o impacto duradouro de Epstein
Jena-Lisa Jones e Wendy Pesante conheceram Epstein quando tinham 14 anos. As duas eram amigas na época e, anos depois, após sobreviverem aos abusos de Epstein, continuam sendo até hoje.
"Quando você passa por algo assim tão jovem, isso meio que distorce a sua realidade por muito tempo", disse Pesante. "Você não deveria ter a mentalidade de uma profissional do sexo aos 14 anos."
Em determinado momento da entrevista, as cinco sobreviventes receberam fotos de si mesmas na idade em que conheceram Epstein.
"Eu não sorrio mais da mesma forma", disse Harrison, ao olhar para a imagem de si mesma aos 18 anos.
Phillips olhou para uma foto sua vestindo um conjunto rosa-claro, em um barco, e percebeu que a ilha de Epstein aparecia ao fundo.
"Eu estava curtindo a minha vida e não fazia ideia do que estava prestes a acontecer comigo", disse sobre si mesma na imagem. "Eu não estava assim quando saí da ilha."
Leia mais:
Princesa herdeira da Noruega diz ter sido 'manipulada e enganada' por Jeffrey Epstein
Jeffrey Epstein: quem foi, quais crimes cometeu e como o Brasil aparece no caso
Globo News - Mundo
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2026-03-28 04:00:54 (9 hours ago)

O que sabemos sobre o grupo de sete cachorros em Changchun, na China
Circulam nas redes sociais posts com o vídeo de sete cachorros andando à beira de uma rodovia na China durante a noite. Algumas legendas descrevem os cães teriam escapado de um sequestro e percorrido 17 quilômetros para voltar para casa. Segundo essas alegações, criminosos queriam ou vender os animais ou "abastecer o comércio clandestino de carne", o que foi desmentido pela mídia chinesa.
As publicações viralizaram no Instagram, Threads, X, TikTok e Facebook nos últimos — um único post desta segunda-feira (23) passou e 25 milhões de visualizações. Na seção de comentários, usuários escreveram "muito espertos" e "que bonitinhos", mas muitos questionaram se o episódio era verdadeiro ou uma produção de inteligência artificial (IA).
Veja, abaixo, o que sabemos sobre o caso:
Selo 'O que sabemos'
g1
O Fato ou Fake encontrou no Douyin (versão do TikTok usada na China) a primeira publicação de um vídeo com as mesmas cenas, compartilhada em 15 de março. Para isso, foi necessário buscar os termos "7只狗回家", algo como "7 cachorros voltam pra casa", e procurar o conteúdo mais antigo disponível.
Na legenda, o autor daquele post escreveu que o episódio ocorreu em uma rodovia na região da cidade de Changchun, na província de Jilin:"Ontem à noite, em Changchun, a cerca de 300 metros da divisa entre a rodovia Changshuang e Jingyue, encontrei por acaso sete cachorros. Tinha pastor-alemão, golden retriever, labrador e outros. Por que eram sete cachorros? Alguém sabe o que aconteceu?".
Em 19 de março, o perfil compartilhou um vídeo um pouco mais longo da cena – esse acabou sendo o registro que mais viralizou nas redes sociais. Os conteúdos dispararam no Douyin, somando mais de 2 milhões de curtidas. Depois disso, outras se espalharam em diversas plataformas.
Publicado nesta segunda, um deles tem a seguinte legenda em inglês: "Sete cães roubados de seus donos viralizaram após escaparem de um caminhão de transporte ilegal e voltarem para casa. Eles percorreram cerca de 17 km juntos, liderados por um corgi, atravessando rodovias e campos, e agora estão de volta em segurança com seus respectivos donos".
No mesmo dia, uma publicação em português no Instagram descreveu: "Segundo relatos dos proprietários, os animais haviam sido levados para abastecer o comércio clandestino de carne de cachorro".
Mas a mídia estatal chinesa contestou essas versões, citando uma reportagem publicada na própria segunda pelo jornal "China Jilin Net". Segundo esse relato, voluntários fizeram buscas com drones na região e se mobilizaram para encontrar o grupo. O veículo informou que os cachorros pertenciam a moradores de vilarejos próximos ao local onde o vídeo foi registrado. Os tutores disseram que a pastora-alemã estava no cio, o que teria atraído os outros cães.
A reportagem também cita que, em no sábado (21), o canal oficial do Departamento de Cultura e Turismo da Província de Jilin declarou que as alegações de sequestro não passavam de boatos. Veja um trecho reproduzido pelo jornal britânico "The Guardian" em texto publicado nesta terça-feira (24): "A mídia estatal alertou que o incidente 'reflete as deficiências da disseminação de informações online – uma mistura de informações verdadeiras e falsas, onde especulações subjetivas são facilmente tomadas como fatos e se espalham'".
O Fato ou Fake submeteu o vídeo a duas ferramentas de detecção de conteúdos criados com IA, mas nenhuma apontou o uso do recurso. Veja os resultados e os infográficos a seguir:
Hive Moderation — "O arquivo provavelmente não contém IA ou deepfake".
SynthID Detector — "Não foi feito com a IA do Google". Essa plataforma do Google verifica conteúdos criados com a ferramenta de IA da própria companhia. A tecnologia insere uma marca d'água para identificar esse tipo de material. Embora imperceptível para humanos, o "selo" é detectável pelo sistema. Diferentemente de outros modelos que geram deepfakes a partir de vídeos reais, a IA do Google produz cenas hiper-realistas do zero, ou seja, sem a referência de algo verdadeiro publicado anteriormente.
HiveModeration não acusa uso de IA em vídeo.
Reprodução
SynthID não detectou a presença da marca d'água de IAs do Google.
Reprodução
FATO OU FAKE: O que sabemos sobre o grupo de sete cachorros em Changchun, na China
Reprodução
Veja também
O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre EUA e Irã
O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio
VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1
Veja os vídeos que estão em alta no g1
VÍDEOS: Fato ou Fake explica
VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE
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Globo News - Mundo
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2026-03-28 04:00:34 (9 hours ago)
Guerra no Oriente Médio agrava crise dos combustíveis, já afeta inflação e abastecimento no Brasil

PF faz operação em 11 estados e no DF para combater preços abusivos de combustíveis
Assim como a guerra no Oriente Médio, a crise dos combustíveis não tem previsão de acabar e já traz impactos na inflação, nas decisões sobre juros e até no abastecimento no país.
Nesta sexta-feira, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostrou que o litro do diesel acumula alta de quase 24% nos postos desde o início do conflito, passando de R$ 6,03 para R$ 7,45, em média.
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A gasolina também já pesa mais no bolso, com alta de 8% no mesmo período. Passou de R$ 6,28 para R$ 6,78 o litro, em média.
Durante a semana, os EUA deram sinais de que o conflito poderia arrefecer, indicando a possibilidade de um cessar-fogo. Mas Israel afirmou que vai ampliar os ataques ao Irã e bombardeou um centro de produção de mísseis da Marinha iraniana e uma usina de urânio.
Resultado: o barril do petróleo do tipo Brent, matéria-prima dos combustíveis, voltou a encostar nos US$ 120. Analistas alertam que, se a guerra continuar e os problemas na oferta global da commodity se agravarem, a tendência é de uma alta ainda maior.
Enquanto isso, o governo brasileiro corre contra o tempo para evitar que esse salto nos preços dos combustíveis desencadeie uma crise inflacionária em ano eleitoral.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um pacote de medidas que dava incentivo ao setor e zerava impostos federais ao diesel. Também chegou a pedir que governadores também zerassem o ICMS sobre combustíveis, mas a proposta foi recusada.
Nesta sexta, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que um número "relevante" de estados aceitou uma segunda proposta, que prevê um auxílio de R$ 1,20 por litro de diesel importado até o fim de maio, com custos divididos igualmente entre União e estados.
Ceron não especificou quantos estados aderiram nem quais são. Enquanto isso, entidades sindicais já relatam falta de combustíveis em alguns postos pelo país, e a Polícia Federal deflagrou uma operação contra o aumento abusivo de preços.
Preço defasado
Um dos principais entraves é a defasagem do preço do diesel em relação ao mercado internacional. O diesel produzido no Brasil fica mais barato que no exterior, enquanto a importação se torna mais cara.
O levantamento semanal da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) indica que os preços praticados nas refinarias da Petrobras passaram a ficar bem abaixo dos valores do mercado internacional.
No caso do diesel, a diferença média chegou a cerca de 65% em 24 de março — o equivalente a R$ 2,34 por litro abaixo da paridade de importação.
Na gasolina, a defasagem era de cerca de 45%, ou R$ 1,13 por litro.
Veja no gráfico abaixo:
Com os preços internos mais baixos que os praticados no exterior, importadores privados deixam de comprar e reduzem sua atuação no mercado. O banco BTG Pactual estima que a atividade desses operadores caiu cerca de 60%.
Hoje, cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado. Com menos empresas trazendo o produto do exterior, o mercado passa a depender mais do fornecimento da Petrobras. A partir daí, surgem dois riscos: falta de produto ou aumento de preços — às vezes, os dois.
No Rio Grande do Sul, levantamento do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do estado (Sulpetro) indica que 88% dos postos, entre embandeirados e independentes, receberam combustíveis apenas de forma parcial.
O presidente da entidade, Fabricio Severo Braz, afirma que há dificuldades para comprar gasolina e diesel devido às cotas estabelecidas pela Petrobras. Segundo ele, não há falta generalizada de combustíveis, mas episódios pontuais de interrupção no abastecimento.
“Desde o início do conflito no Oriente Médio, nas últimas semanas, temos observado compras mais restritas pela maior parte dos postos associados, pois as distribuidoras estão entregando os produtos de forma racionada”, comenta Braz.
Já o sindicato regional do Rio de Janeiro (Sindcomb) indicou que há instabilidade na entrega de combustíveis no município, com postos de marca própria relatando desabastecimento.
"Postos com contrato de fidelidade vêm sendo atendidos com restrições de volume, mas o impacto mais severo recai sobre os postos de marca própria. A falta de fornecimento regular para esses estabelecimentos já resulta em bombas vazias em diversas regiões da cidade", diz em nota.
Em São Paulo, o presidente do sindicato regional (Sincopetro), José Alberto Gouveia, afirma que a rede independente — que representa 30% dos postos no estado — tem enfrentado dificuldades não apenas no abastecimento, mas também na manutenção do negócio.
"A realidade é que as empresas que importavam e vendiam combustível para essas companhias independentes hoje compram o produto mais caro no exterior e têm que vender mais barato no Brasil, o que dificulta bastante a operação", afirma.
Leilões da Petrobras e pacote do governo
Para suprir a falta de combustíveis em determinadas regiões do país, a Petrobras anunciou um aumento de oferta e realizou leilões para vender parte de sua produção.
De acordo com análise do Banco do Brasil, nesses leilões os combustíveis chegaram a ser vendidos por valores bem acima do preço de referência. Em algumas áreas do Norte e do Nordeste, essa diferença chegou a até R$ 2,65 por litro.
Para o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, esses valores indicam um descompasso entre os preços praticados no Brasil e as condições do mercado internacional.
“Está evidente que o preço da Petrobras está muito defasado e que as distribuidoras precisam repassar esse aumento de custo. Alguns consumidores não estão concordando em pagar, o que tem gerado problemas no abastecimento”, afirma Araújo.
Segundo Daniel Cobucci, analista do BB Investimentos, o pacote de ajuda anunciado pelo governo federal — que busca preservar a rentabilidade do setor e reduzir a pressão da alta do petróleo sobre a inflação — pode incentivar o processamento do petróleo no país e favorecer refinarias privadas.
Nem todos, porém, devem se beneficiar das mudanças.
“Para as petroleiras independentes, o tributo sobre exportação deve reduzir parte dos ganhos extraordinários com a alta da commodity, com possibilidade de judicialização”, afirma o especialista.
Petróleo no centro das incertezas econômicas
Para analistas do BTG Pactual, o comportamento do petróleo, pressionado pelo conflito geopolítico, passou a ocupar papel central nas projeções para a economia.
Segundo o banco, a alta da commodity pode influenciar não apenas a inflação, mas também as decisões sobre a taxa básica de juros no Brasil, a Selic.
“Embora a recomendação padrão de política monetária nesses casos seja reagir apenas aos efeitos de segunda ordem, a magnitude recente do movimento aumenta o risco de desancoragem das expectativas, de contaminação da inflação subjacente e de maior inércia inflacionária”, dizem.
O Banco Central já demonstrou preocupação com a guerra no Oriente Médio.
O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic para 14,75% ao ano na reunião de março. Mas deixou de indicar novos cortes nas próximas reuniões e citou o conflito quatro vezes no comunicado como fonte de incerteza para as decisões futuras.
Aumentar (ou manter alta) a taxa de juros é o mecanismo que o BC usa para controlar a inflação. E o economista-chefe do Banco do Brasil, Marcelo Rebelo, calcula que o choque do petróleo pode acrescentar cerca de 0,6 ponto percentual ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026.
Apesar desse efeito, Rebelo afirma que o Brasil tem alguma capacidade de absorver choques desse tipo. Isso ocorre porque o país também exporta petróleo e tende a se beneficiar, ao menos parcialmente, da alta das cotações no mercado internacional.
Segundo ele, como o Brasil vende mais petróleo e derivados ao exterior do que compra de outros países, tende a se beneficiar parcialmente da alta das cotações no mercado internacional.
“O aumento do preço amplia o superávit comercial e melhora os termos de troca do país”, afirma.
Mesmo assim, o impacto chega ao dia a dia do consumidor, principalmente por meio dos combustíveis e do transporte, que têm peso relevante na formação da inflação medida pelo IPCA.
Guerra no Oriente Médio faz governo brasileiro zerar impostos sobre diesel e taxar exportações de petróleo
Jornal Nacional/ Reprodução
The Guardian - World News
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2026-03-28 04:00:23 (9 hours ago)
These CEOs want a starring role in our lives – and there’s not much we can do about it | Larry Ryan
Do we really need a McDonald’s CEO fronting ads or a Gianni Infantino Panini sticker? No. But in the age of Trump, the boss class feels emboldened
A few weeks ago, the CEO of McDonald’s appeared in a video sampling the chain’s new “Big Arch burger”. In the clip, Chris Kempczinski, or “Chris K” as he casually calls himself, labelled it a “product”, matching the sterile tone of the review – all harsh lighting, corporate office backdrop and an awkward man talking and eating while wearing a shirt fitting uneasily under a light wool V-neck.
Why would McDonald’s, with its huge marketing budget and commercial success, choose to platform this guy? His stilted efforts were mocked and memed, with executives at Burger King and Wendy’s posting their own versions – what fun. Inevitably some market watchers claimed it drove engagement and sales. But to me, it seems to be just the latest flagrant example of CEOism: when CEOs/founders/heads of organisations centre themselves in the action – just because they can.
Larry Ryan is a freelance writer and editor
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The Guardian - World News
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2026-03-28 04:00:23 (9 hours ago)
Roberto Martínez: ‘It’s a hammer blow when you don’t succeed, but let us dream’
Portugal head coach, who describes the country as a ‘football school’, explains why he is ready to take risks in pursuit of World Cup glory
‘You get there and the mountain is so big, you have no objective other than survive.” It was summer 1995, Roberto Martínez was 21, he had made one brief appearance for Real Zaragoza and just completed military service while playing regional football back in his home town of Balaguer. A complete unknown, he was heading to Wigan, wherever that was, and didn’t speak a word of English. He was also heading to the Third Division, where whatever they played it wasn’t football, not as he knew it. “There is fear: ‘No,’” he says. “But my attitude was always: ‘Why not?’”.
Martínez now stands in the hallway at the Portuguese federations’s base in Oeiras near Lisbon, arms out in a warm welcome. Trophies sit in cases, the Nations League the latest addition. Only one cup is not there, which is why Martínez is. Seventy-five days until the World Cup starts, he takes Portugal into their final pre-tournament international break with matches against two of the co-hosts, Mexico and the United States. The man whose favourite goal was against Scunthorpe at Springfield Park leads a team who are among the favourites to triumph this summer, willing to dream precisely because he never dreamed any of this.
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The Guardian - World News
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2026-03-28 04:00:22 (9 hours ago)
Hours before the world learned that a US missile had hit Shajareh Tayyebeh school, parents were already searching the rubble for their sons and daughters. In this exclusive report, four families describe the events of 28 February
When Marzieh heard the first bang, an almighty crash that rattled the room, her first thought went to her youngest son, Mohammad. He must have got out on to the balcony and discovered a new game, she thought: using all of his small might to smash its sliding doors closed. Marzieh stood up from where she was working at her sewing machine, and shouted for him to stop.
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The Guardian - World News
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2026-03-28 04:00:22 (9 hours ago)
‘It was bonkers’: Samba the runaway capybara inspires a wild rodent hunt
Members of the UK public join the search after specialist dog units and thermal drones have yet to locate her
Barely 24 hours after nine-month-old capybaras Samba and Tango were brought to Marwell zoo near Winchester, they had made a break for it through a hole in their temporary enclosure. The siblings were transferred to Hampshire from Jimmy’s farm and wildlife park in Suffolk on 16 March after being outshone by other capybaras.
Tango was quickly found, but her sister Samba remains at large, and the mission to find her has attracted national and international coverage.
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The Guardian - World News
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2026-03-28 04:00:21 (9 hours ago)
Britain’s heavyweight prospect puts his unbeaten record on the line against Jermaine Franklin on Saturday
Moses Itauma might represent the glittering future of heavyweight boxing but right now he is locked in the present. In the back seat of a car, while being driven from one swanky hotel to another in Manchester, the 21-year-old turns to me and says: “Let’s get going.”
I know how much Itauma dislikes interviews and so the only sensible option is to resist this blunt invitation to rush through our 45 minutes together. On Saturday night, in Manchester, Itauma fights Jermaine Franklin, the tough American who should provide his first notable test after he has won all 13 professional fights so far, with 11 ending in brutal stoppages. So he nods, just a little grudgingly, when I suggest we wait until we are sitting face to face.
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Fox News - Politics
2026-03-28 04:00:14 (9 hours ago)
Dem senators dodge crucial question on illegal alien accused of killing Chicago college student
After Sheridan Gorman's killing, several Democratic senators declined to clearly say whether the illegal immigrant charged in the case should have been deported
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