The Guardian - World News
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2026-07-18 04:00:52 (5 days ago)
‘Without this it’s all just tourists’: the fight to save Soho’s last primary school
Falling pupil numbers have left ‘unique’ London school facing an uncertain future, but its supporters have ambitious plans
Sandwiched between a strip club, a West End theatre and a pub might not be the most obvious location for a school but Soho Parish C of E primary has thrived for decades among the colourful charms of inner London.
But in an area that once had 16 schools, Soho Parish is the last remaining and its time may soon be up, a victim of the post-Covid downturn and falling pupil numbers that are forecast to close hundreds of primary schools across England.
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The Guardian - World News
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2026-07-18 04:00:52 (5 days ago)
Hagitude author Sharon Blackie: ‘At 60 I wasn’t ready to give up, I was just starting’
The writer of cult hit If Women Rose Rooted is on a mission to bring folklore to modern readers. She talks about confronting her fears, communing with nature – and the power that comes with age
Like many of the wise women in her books, Sharon Blackie lives miles from anyone. Hers is the only house on the road winding through a valley deep in the Yorkshire Dales. The River Eden runs along the bottom of her garden, which overlooks the ruins of a castle built, as legend has it, by King Arthur’s father. The writer shares this romantic idyll with three border collies, six sheep, nine hens and her husband, David Knowles, a former RAF Tornado pilot.
It seems an appropriate setting for an author who is on a mission to bring fairytales to modern readers. Blackie runs spiritual retreats and workshops at the nearby Broughton Sanctuary and publishes a popular Substack called The Art of Enchantment. Her books, including word-of-mouth hits such as If Women Rose Rooted and Hagitude, are a beguiling mix of memoir, mythology and eco-feminism – manifestos for a better way of living.
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2026-07-18 04:00:51 (5 days ago)
WATCH: House Dems dodge questions on socialist agenda that threatens to abolish key institutions
House Democrats dodged questions about the DSA's new platform calling to abolish the Senate, presidency, and Supreme Court for a parliamentary system.
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2026-07-18 04:00:50 (5 days ago)
Redução de estadia nos EUA para estudantes e jornalistas: veja perguntas e respostas

Como fica o prazo de visto para estudantes e jornalistas nos EUA com as novas regras
O governo dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (16) que vai reduzir o prazo de estadia para estrangeiros portadores de vistos de estudante, de jornalista e de programas de intercâmbio.
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O período de estadia para essas categorias agora será previamente fixado pelo governo dos EUA, e vai variar de acordo com o tipo de visto.
Veja, abaixo, perguntas e respostas sobre a mudança:
Qual é a principal mudança?
A principal mudança é que agora o governo estabelecerá um período fixo, com uma data de término específica, para os vistos F, J e I. Antes, os estrangeiros que detêm esses vistos recebiam permissão de estadia sem uma data de início e fim pré-determinada.
Como funcionará o processo de renovação?
No modelo atual, os vistos podem ser renovados caso os estrangeiros se inscrevam em um novo curso ou ampliem seus contratos de trabalho. Com a mudança, eles deverão solicitar a renovação diretamente ao USCIS (Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA) ou sair e reingressar no país, ou ainda deixar os EUA para pedir uma nova autorização.
No documento que anuncia e detalha as novas regras, o Departamento de Segurança Interna dos EUA não informou se o próprio estrangeiro pode escolher pedir a renovação de dentro dos EUA ou se deve necessariamente deixar o país para fazer a solicitação.
Quais são as categorias de vistos afetadas?
Segundo comunicado do Departamento de Segurança Interna dos EUA, as mudanças ocorrerão nas seguintes categorias:
Vistos F, destinados a estudantes internacionais;
Vistos J, que permitem que visitantes em programas de intercâmbio cultural trabalhem nos EUA;
Vistos I, direcionado a jornalistas e profissionais da mídia estrangeiros.
Qual será o tempo de duração para cada categoria?
Os portadores dos vistos F e J passarão a ser admitidos nos EUA pelo tempo necessário para completar seu programa, mas não poderão exceder o período de 4 anos;
Já os portadores dos vistos I, de jornalista estrangeiro, terão a estadia limitada a 240 dias, renováveis. A exceção são os representantes de mídia com passaporte da República Popular da China (exceto Hong Kong ou Macau) - para eles, a estadia é limitada a no máximo 90 dias.
Existe limite específico para estudantes de cursos de inglês?
Sim, estudantes em programas de ensino de língua inglesa estão agora limitados a um período total acumulado de 24 meses, incluindo pausas e férias anuais.
👉 Ou seja, quem obtiver um visto para estudar em um curso de inglês nos Estados Unidos não poderá ficar no país por mais de dois anos, no total. Não será possível, por exemplo, que o estudante passe um ano nos EUA, volte para o Brasil de férias e depois retorne por mais um ano para os Estados Unidos.
A estadia também só sera autorizada para o período entre o início e o fim do curso.
Reprodução de vistos de trabalho e residência permanente dos Estados Unidos.
Divulgação
Estudantes de graduação podem mudar de curso ou de universidade a qualquer momento?
Não mais, ao menos não sem a autorização prévia. Esses estudantes, que têm o visto F-1, devem solicitar uma exceção, pelo que o governo americano chamou de "circunstâncias atenuantes", se quiserem fazer uma troca. Seria o caso, por exemplo, se a universidade fechasse.
👉 Com isso, se uma pessoa vai cursar graduação em qualquer universidade dos EUA, ela não pode mais trocar de curso (de direito para psicologia, por exemplo), caso queira. Ou mesmo de uma universidade para a outra.
Para isso, será preciso pedir autorização a uma agência migratória dos EUA na região em que o estudante estiver.
E quanto aos estudantes de pós-graduação, como mestrandos e doutorandos?
Estudantes F-1 em nível de pós-graduação ficam proibidos de mudar de curso ou universidade educacionais em qualquer ponto do programa de estudo. Eles também não podem se transferir de instituição, exceto se o governo dos EUA autorizar uma exceção por motivos graves e imprevistos.
👉 Ou seja, um doutorando de um programa de Relações Internacionais na Universidade Harvard não tem a opção de trocar de programa ou se transferir para um doutorado na Universidade Stanford, por exemplo.
A única opção seria se um dos programas fosse interrompido pela própria universidade, ou se o campus fechasse.
No caso de jornalistas que peçam extensão do visto, o que o profissional deve fazer enquanto a nova autorização não sai?
O trabalho pode ser continuado automaticamente por até 240 dias enquanto o pedido de renovação estiver pendente, desde que tenha sido protocolado antes do vencimento da admissão atual.
O Departamento de Segurança Interna não especifica, no entanto, se o jornalista pode sair do país nesse período.
👉 Um jornalista com o visto válido por três anos, pela regra anterior, poderia permanecer no país durante 3 anos. Com a nova regra, poderá ficar no máximo oito meses (que podem ser renováveis pelo mesmo período).
Quando a regra começa a valer?
A regra entra em vigor em 60 dias a partir da publicação no Diário Oficial Federal dos Estados Unidos. Antes disso, no entanto, a medida está sujeita a análise do Congresso, mas ainda não há prazo para que isso ocorra.
Ofensiva anti-imigração
👉 O presidente norte-americano deu início a uma ampla ofensiva contra a imigração após assumir o cargo em janeiro de 2025. Além da detenção e deportação de imigrantes em situação irregular, Donald Trump revogou vistos de estudante e green cards de universitários por razões ideológicas.
Os titulares dos vistos poderão solicitar prorrogações, informou o departamento.
O departamento citou um aumento expressivo no número desses vistos. Segundo o documento, houve mais de 1,8 milhão de admissões com visto de estudante em 2024, um aumento de mais de 11% em relação ao ano anterior.
👉 Os EUA concederam vistos a mais de 500 mil visitantes em programas de intercâmbio e a 37.300 membros da mídia no ano fiscal de 2024, que teve início em 1º de outubro de 2023, informou o departamento.
O aumento significativo no volume desses visitantes “representa um desafio à capacidade de monitorar e supervisionar esses não imigrantes enquanto eles estão nos Estados Unidos”, afirmou o Departamento de Segurança Interno.
O departamento disse ainda que há muitos exemplos de estudantes e visitantes em programas de intercâmbio que permanecem no país por décadas com seus vistos.
Turistas podem pagar US$ 750 para acelerar entrevista do visto dos EUA
Globo News - Mundo
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2026-07-18 04:00:29 (5 days ago)
Tarifaço: quais os riscos e ganhos se o Brasil adotar a reciprocidade? Entenda o que está em jogo

Entenda como funciona a Lei da Reciprocidade e quais são as aplicações
Com a confirmação de que os Estados Unidos aplicarão uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou as discussões sobre qual resposta prática dará à medida.
O primeiro movimento veio logo após o anúncio da gestão de Donald Trump. Em nota divulgada na madrugada de quinta-feira (16), o Palácio do Planalto classificou a decisão americana como um "marco lastimável" e afirmou que iniciaria os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade Econômica.
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🔎 A lei, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Lula em 2025, permite que o governo brasileiro adote medidas de retaliação contra países ou blocos econômicos que imponham barreiras comerciais, legais ou políticas ao Brasil. (leia mais abaixo)
Até o momento, porém, o governo ainda não anunciou respostas concretas com base na legislação. Em entrevista coletiva ao lado de ministros, o vice-presidente Geraldo Alckmin adotou um tom de defesa da soberania, mas se limitou a dizer que a lei será aplicada "no momento adequado".
Enquanto isso, o tempo corre: a tarifa adicional de 25% entra em vigor na próxima quarta-feira (22). Apesar da extensa lista de produtos isentos — incluindo petróleo, café e carne bovina —, setores como os de etanol, máquinas agrícolas e papel serão atingidos pela medida. (veja a lista completa)
Para especialistas ouvidos pelo g1, a reação do governo brasileiro não deve, de fato, vir tão cedo. A avaliação é que a gestão Lula deve manter um tom político duro, mas preservar o diálogo técnico e adotar cautela nas ações práticas — inclusive em um eventual uso da Lei da Reciprocidade.
Isso porque uma reação precipitada pode trazer riscos. O eventual uso da lei, além de exigir amplas análises sobre os impactos para o mercado brasileiro, passa por um processo longo, que inclui uma série de novas discussões.
"A lei prevê várias fases. Primeiro, o caso passa pela Câmara de Comércio Exterior. Depois, por consulta pública. Envolve ainda consultas com o próprio governo dos EUA. Então, não é algo imediato", explica Welber Barral, ex-secretário do Comércio Exterior.
Mas quais são os riscos do uso da lei?
Um dos principais receios é o impacto sobre os preços para os consumidores brasileiros. A lógica é simples: caso o governo opte por sobretaxar produtos americanos, o Brasil também encareceria parte de suas importações.
Na prática, esse aumento de custos tende a ser repassado aos consumidores finais, criando um efeito duplo negativo para o país, explica o especialista em comércio exterior Jackson Campos.
"O Brasil perderia duas vezes. Primeiro, com as taxas já aplicadas sobre as exportações para os EUA. Depois, quando um eventual imposto de importação é repassado ao consumidor brasileiro", afirma.
Por isso, o governo trata qualquer reação com cautela. Além da aplicação de tarifas, a Lei da Reciprocidade prevê outros instrumentos de resposta aos EUA — e que seguem em análise.
Especialistas ouvidos pelo g1 apontam os principais:
Patentes: o Brasil poderia suspender parte das regras internacionais de propriedade intelectual, afetando a proteção de patentes de empresas do país alvo da medida.
Serviços: poderia impor tarifas, sobretaxas ou outras restrições sobre serviços prestados por empresas do país alvo.
Investimentos: poderia suspender benefícios, incentivos ou facilidades concedidos a investimentos de empresas do país alvo.
Acordos comerciais: poderia suspender benefícios e concessões previstos em acordos comerciais firmados com o país alvo.
"A lei exige que as medidas tenham contrapartidas e sejam, dentro do possível, proporcionais ao dano sofrido por quem causou esse dano. Além disso, é preciso tentar minimizar os efeitos sobre a economia brasileira", afirma Jackson Campos.
Enquanto isso, há outro ponto de cuidado no radar do governo brasileiro: a preocupação com uma eventual escalada nas tensões com a gestão de Donald Trump — que pode se irritar com a reação brasileira e responder com novas tarifas.
➡️ Foi o que ocorreu na disputa entre China e EUA, quando a guerra comercial levou as tarifas a níveis superiores a 100% e praticamente paralisou o comércio entre os dois países.
"O próprio documento final emitido pelo governo americano afirma que, se o Brasil aumentar as tarifas em retaliação, Washington pode entender que os 25% não são suficientes e elevar ainda mais a taxa", lembra Campos.
Lula e Trump
Adriano Machado/Reuters; Evelyn Hockstein/Reuters
Quais são, então, as saídas para o Brasil?
Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, acredita que o principal risco de uma resposta aos EUA é "o Brasil retaliar e se machucar sozinho".
Ele lembra que a "munição" brasileira é limitada, já que boa parte do que o país importa dos americanos são insumos, máquinas e peças que entram na cadeia produtiva nacional.
"Se você taxa esses produtos, quem paga não é o americano, é o produtor rural de Mato Grosso que precisa da peça do trator. Uma retaliação mal calibrada seria um gol contra com narração épica", diz.
🔎 Na investigação comercial que resultou na aplicação da tarifa de 25%, o governo Trump afirma que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao mercado de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.
🔎 As justificativas foram fortemente contestadas pelo governo brasileiro, que vê na medida uma tentativa de interferência em políticas internas do país, ao incluir temas considerados inegociáveis, como o PIX. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política, e não apenas comercial.
Nesse cenário, Aragão aponta três caminhos possíveis para o Brasil lidar com o tarifaço, diante das acusações feitas por Washington contra o país.
Negociação técnica, item por item. Segundo ele, o etanol está entre os temas com espaço para acordo, enquanto o PIX, considerado inegociável pelo governo, não deve consumir esforço de negociação. "Focar e separar o que é negociável do que não é já é meio caminho."
Usar a reciprocidade como instrumento de pressão, mantendo a estratégia viva e ativa, mas sem uma data definida. "Ela existe para dar peso ao primeiro caminho. Não para substituí-lo."
A terceira seria atuar na chamada "segunda mesa": pressionar, nos EUA, quem pode influenciar a decisão, como empresas americanas, o Congresso e governos locais. "A tarifa é uma decisão do Executivo, mas o impacto é distribuído — e quem sente a dor pressiona seus representantes."
Enquanto isso, Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, avalia que a Lei da Reciprocidade, se aplicada na medida certa, também pode funcionar como instrumento de pressão nas negociações com os EUA.
"As negociações serão longas. O Brasil tem que procurar fazer outros acordos internacionais, diversificar exportações e, ao mesmo tempo, continuar negociando com os EUA. Se for o caso, aplicar a Lei da Reciprocidade para criar uma pressão", diz.
🔎 A ApexBrasil, autarquia ligada ao governo federal, já prepara um programa de diversificação de mercados para apoiar setores afetados pelas novas tarifas e aproveitar oportunidades do acordo entre Mercosul e União Europeia. O plano, previsto para o início de agosto, terá investimento de R$ 130 milhões e será desenvolvido em parceria com o setor privado.
Fator eleições
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Reprodução
A proximidade das eleições no Brasil e nos EUA também influencia a movimentação dos dois governos. Por aqui, brasileiros vão às urnas para escolher o novo presidente, governadores, deputados e senadores. Por lá, as eleições de meio de mandato vão renovar a Câmara e parte do Senado.
Com isso, a avaliação dos especialistas é de que as negociações devem se prolongar, sem uma resposta concreta no curto prazo. Também pesa nessa avaliação o fato de que, embora negativas, as tarifas atingem setores específicos e não ameaçam a estabilidade econômica do Brasil.
"O governo brasileiro deve deixar isso um pouco de molho. Sabendo dos riscos de impacto nos preços, aplicar a Lei da Reciprocidade pode ser um tiro no pé a três meses da eleição", avalia Jackson Campos.
"Acredito que o discurso será de defesa da soberania, mas sem uma ação efetiva."
Enquanto isso, o grupo político do presidente Lula acompanha os possíveis impactos eleitorais do tarifaço sobre Flávio Bolsonaro, em meio ao envolvimento do pré-candidato do PL nas discussões sobre a medida.
Pesquisa Quaest divulgada nesta semana mostrou que a maioria dos brasileiros atribui a Flávio a responsabilidade da decisão dos EUA. Conforme informou o blog do Valdo Cruz, aliados do senador já admitem prejuízos para a campanha após a medida do governo Trump.
Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, ressalta que, diante do cenário, os avanços não vão depender necessariamente de vontade política, mas de calendário. A avaliação é que, de olho nas eleições, haverá uma escalada nos discursos, mas com cautela na prática.
"Muito barulho, nota forte, discurso e, ao mesmo tempo, técnico conversando com técnico às sete da manhã sobre lista de exceções. E as exceções, por sinal, são o termômetro. Se começarem a pipocar isenções setoriais, é sinal de que a coisa está sendo resolvida por baixo, mesmo com o barulho por cima", diz.
"A janela real de acordo eu vejo depois de outubro. Antes disso, o que dá para fazer é evitar dano permanente e manter os canais vivos — o que é, convenhamos, bem menos empolgante do que uma guerra comercial, mas bem mais útil", conclui.
Globo News - Mundo
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2026-07-18 04:00:17 (5 days ago)
Deslizamento de terra deixa 8 mortos e 34 desaparecidos na China

Socorristas aguardam na ponte enquanto se preparam para realizar uma operação de busca e resgate no local de um deslizamento de terra no Condado de Pengshui, no sudoeste da China, em Chongqing, no sábado, 18 de julho de 2026.
AP Photo/Andy Wong
Um deslizamento de terra no sudoeste da China deixou oito mortos e 34 desaparecidos. O desabamento da montanha ocorreu após fortes chuvas nesta sexta-feira (17).
O governo chinês apontou que o deslizamento foi na encosta do rio Wujiang, na cidade de Chongqing. Dez pessoas foram resgatadas e as operações de busca e resgate seguem em andamento.
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O deslizamento soterrou mais de dez prédios residenciais e deixou moradores presos aos destroços, segundo a agência de notícias Reuters.
Além das forças de resgate locais, mais de 680 socorristas foram enviados ao local sob coordenação do Ministério de Gestão de Emergências e de órgãos competentes de Chongqing.
Mais de 1.100 pessoas que viviam nas proximidades do local do desastre foram evacuadas em segurança, incluindo mais de 60 pessoas retiradas antecipadamente da área central do deslizamento.
A China tem um sistema de resposta a emergências de quatro níveis para desastres geológicos, sendo o nível 1 o mais grave. Para o deslizamentos, as autoridades locais ativaram uma resposta de emergência de nível 1 para desastres geológicos e de nível 3 para controle de enchentes.
Socorristas aguardam no local de um deslizamento de terra no Condado de Pengshui, no sudoeste da China, em Chongqing, no sábado, 18 de julho de 2026.
AP Photo/Andy Wong
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2026-07-18 04:00:11 (5 days ago)
O jogo por trás da Copa: como empresas e governos fazem do Mundial uma disputa por influência

Agora no g1
O que uma petrolífera estatal saudita, um banco americano, uma companhia aérea do Catar e gigantes do setor de alimentos têm em comum? Todas disputam hoje um dos espaços comerciais mais valiosos do planeta: a Copa do Mundo.
Na edição de 2026, a lista de patrocinadores reúne desde marcas tradicionais, como Adidas, Coca-Cola e Unilever, até empresas ligadas ao sistema financeiro, ao petróleo, à tecnologia e a governos, como Bank of America, Verizon, Qatar Airways e Aramco.
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Essa composição mostra uma mudança importante: o Mundial deixou de ser apenas uma vitrine para grandes multinacionais e passou a reunir também empresas estatais, instituições financeiras e grupos que fazem parte da estratégia internacional de seus países.
A transformação também aparece nos números. Para o ciclo de 2023 a 2026, a FIFA estima arrecadar até US$ 13 bilhões, mais de cinco vezes o total registrado duas décadas antes. No mesmo período, as receitas com direitos de marketing passaram de US$ 560 milhões para uma estimativa de US$ 1,8 bilhão.
Faturamento da FIFA cresce ano após ano desde 2006
Arte/g1
Registrada na Suíça como uma associação sem fins lucrativos, a FIFA afirma que reinveste esses recursos no desenvolvimento do futebol. Ao longo da última década, porém, a entidade também enfrentou crises relacionadas à corrupção e à transparência na gestão desse dinheiro, o que levou à adoção de novas regras de controle e fiscalização.
Mais do que o crescimento da arrecadação, a forma de comercializar a Copa também mudou. Nas últimas duas décadas, a FIFA reorganizou a venda dos espaços comerciais do torneio, ampliando as categorias de patrocínio e abrindo espaço para um número maior e mais diverso de empresas.
Quando a Copa virou um negócio global
Segundo Flávio de Campos, professor da pós-graduação em História Social do Futebol da USP e coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Futebol e Modalidades Lúdicas (Ludens), a transformação da Copa em uma plataforma global de negócios começou a ganhar força ainda na década de 1970.
O pesquisador explica que o antecessor de João Havelange na presidência da FIFA, Stanley Rous, já defendia uma maior aproximação da entidade com empresas. Com a eleição do dirigente brasileiro, em 1974, esse modelo foi ampliado.
“A partir daí, a Copa passa a se consolidar como uma grande vitrine para negócios e propaganda, com a aproximação da FIFA das empresas e o fortalecimento do marketing em torno do torneio."
As mudanças iniciadas naquele período abriram caminho para o crescimento das receitas da FIFA nas décadas seguintes. Mais do que o aumento da popularidade do torneio, foi a própria forma de vender os espaços comerciais que mudou, permitindo ampliar a presença de empresas e diversificar as fontes de arrecadação.
Até o início dos anos 2000, o patrocínio era mais concentrado e reunia um número menor de empresas. A partir dos ciclos de 2010 e 2014, a FIFA consolidou um modelo que passou a organizar os patrocinadores em diferentes categorias, ampliando as possibilidades de participação no torneio.
👑 No topo estão os FIFA Partners, empresas com direitos globais e contratos de longo prazo válidos para várias competições da entidade.
🏆 Em seguida vêm os patrocinadores da Copa, com direitos limitados ao Mundial específico.
📍 Na base ficam apoiadores regionais e fornecedores locais.
Como a FIFA divide o espaço comercial da Copa?
Arte/g1
Governos entram no jogo comercial
A ampliação das categorias de patrocínio não aumentou apenas o número de empresas na Copa.
Ela também abriu espaço para um novo perfil de patrocinadores, incluindo companhias estatais e empresas ligadas a governos. Essa mudança, porém, aconteceu de forma gradual.
Nas Copas realizadas entre 2006 e 2014, a principal estratégia de projeção internacional ainda estava concentrada nos países anfitriões.
Mais do que organizar partidas, Alemanha, África do Sul e Brasil aproveitaram o torneio para reforçar, perante o mundo, atributos como estabilidade, capacidade de organização e potencial econômico.
Segundo Campos, para países emergentes, sediar uma Copa representava uma oportunidade de ampliar a visibilidade internacional e atrair investimentos. No caso dos integrantes dos BRICS que receberam o torneio, o objetivo era apresentar economias em desenvolvimento e abertas a novos negócios.
A África do Sul procurou apresentar ao mundo um país reconstruído após o apartheid — regime de segregação racial que vigorou entre 1948 e 1994 —, enquanto o Brasil buscava se projetar como um lugar de oportunidades, deixando para trás décadas marcadas pela ditadura e por sucessivas crises econômicas.
"Na época da Copa de 2014, falava-se muito na ideia de uma 'janela de oportunidades' e no legado do torneio. O evento permitiu apresentar países como Brasil e África do Sul como lugares de oportunidades, dando a eles uma visibilidade internacional que dificilmente alcançariam por outros meios", diz o historiador.
Naquele período, embora multinacionais como Adidas, Coca-Cola e Visa ocupassem as principais cotas comerciais da FIFA, a imagem promovida pelo torneio ainda estava concentrada, sobretudo, no país-sede.
Esse equilíbrio começou a mudar a partir da Copa da Rússia, em 2018. Além de sediar o Mundial, o país passou a ocupar espaço na própria estrutura comercial da FIFA por meio da Gazprom, estatal de energia que se tornou parceira global da entidade.
Quatro anos depois, o Catar ampliou essa estratégia ao incluir duas empresas diretamente ligadas ao governo — Qatar Airways e QatarEnergy — entre os principais patrocinadores do torneio.
Para Campos, esse movimento indica que o patrocínio deixou de cumprir apenas uma função comercial e passou a integrar a estratégia internacional de alguns governos.
🏟️ É o chamado "sportswashing", conceito utilizado para descrever o uso do esporte como ferramenta para melhorar a imagem de países, governos ou empresas, muitas vezes desviando a atenção de problemas políticos, sociais ou relacionados aos direitos humanos.
"No caso do Catar, havia uma tentativa de contrabalançar a imagem de uma monarquia autoritária, marcada por denúncias de tortura, homofobia, machismo e pela dependência do petróleo em um momento de crise climática. A Rússia também usou o torneio nessa lógica de projetar uma imagem mais favorável no cenário internacional."
Do soft para o hard power
A Copa de 2026 marca uma nova etapa nessa disputa por influência internacional.
Pela primeira vez, o torneio será organizado por três países — Estados Unidos, Canadá e México —, ao mesmo tempo em que reúne patrocinadores de diferentes setores da economia e empresas ligadas a governos.
Essa configuração reduz o protagonismo que, em outras edições, costumava ficar concentrado no país anfitrião. Agora, a disputa por visibilidade passa a ocorrer também entre empresas e Estados que ocupam espaço dentro da própria estrutura comercial da FIFA.
A Arábia Saudita é um dos exemplos desse movimento. O país passou a ocupar a categoria mais alta de patrocínio da entidade por meio da Aramco, petrolífera controlada pelo governo saudita.
💰 Segundo um estudo da Human Rights Foundation, o contrato firmado entre a empresa e a FIFA é estimado em cerca de US$ 100 milhões por ano, entre 2024 e 2034.
📈 Avaliada em aproximadamente US$ 1,88 trilhão após sua abertura de capital, a Aramco integra uma estratégia mais ampla do reino, que reúne cerca de 300 patrocínios esportivos vinculados principalmente ao Fundo de Investimento Público (PIF).
Para Campos, porém, a principal novidade da Copa de 2026 vai além da entrada de novos patrocinadores.
Isso porque o capital americano sempre esteve presente na estrutura comercial do torneio por meio de empresas multinacionais e de seus acionistas, mesmo quando os patrocinadores oficiais não representavam diretamente o governo norte-americano.
"Em outros países, a FIFA conseguiu impor condições que chegaram a relativizar legislações nacionais. Nos EUA, prevalece o poder do império, eles utilizam seu poder político e militar para estabelecer as próprias regras, inclusive em questões diplomáticas relacionadas ao torneio."
Na avaliação de Campos, essa postura mostra que a disputa em torno da Copa deixou de envolver apenas interesses econômicos e passou a refletir também disputas geopolíticas.
Com o avanço econômico e tecnológico da China, afirma o historiador, os EUA passaram a recorrer com maior intensidade ao chamado "hard power" — o uso do poder político e militar para preservar sua influência internacional.
Para ele, essa lógica também aparece na organização da Copa.
"Houve casos de tratamento preconceituoso dado a delegações de países como o Iraque, além de seleções africanas e sul-americanas, incluindo a proibição de que a delegação do Irã permanecesse em território americano após a realização de suas partidas."
Integrantes da equipe de apoio carregam letras que formam a palavra "FIFA" antes da partida entre Bélgica e Senegal, pela Copa do Mundo de 2026, no Seattle Stadium, em Seattle (EUA).
REUTERS/Lee Smith.
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2026-07-18 04:00:03 (5 days ago)
WATCH: Lawmakers reveal where they stand on congressional term limits after recent health scares
Ted Cruz says he authored a constitutional amendment to limit senators to two terms and House members to three as Congress debates term limits.
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2026-07-18 03:45:46 (5 days ago)
Palestine football fans honour Egyptian coach Hossam Hassan
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2026-07-18 03:45:11 (5 days ago)
Lost Holocaust music, nearly erased by Stalin, goes on tour in Asia
Tour through Seoul, Shanghai, Hong Kong and Beijing plays Yiddish music rescued by Moisei Beregovsky, a Soviet Jewish ethnomusicologist, and rediscovered in the 1990s
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2026-07-18 03:38:04 (5 days ago)
Maine senate, Iran, Marco Rubio
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2026-07-18 03:31:29 (5 days ago)
The Ingraham Angle - Friday, July 17
Joe Rogan , Trump , Iran
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