Live News

Article Image

Times of India

Times of India

2026-02-18 22:42:58 (2 days ago)

Zuckerberg called Tim Cook about teen safety: What happened next?

Mark Zuckerberg testified in a high-stakes trial where Meta faces allegations of designing platforms like Instagram to be addictive for children, contributing to mental health issues. The lawsuit, which could reshape Big Tech accountability, centers on claims that engagement-driven features harm young users. Zuckerberg defended Meta's policies while acknowledging challenges in age verification.

Article Image

The Guardian - World News

The Guardian - World News

2026-02-18 22:42:57 (2 days ago)

‘It’s a catastrophe’: Wellington rages as millions of litres of raw sewage pour into ocean

Abandoned beaches, public health warning signs and seagulls eating human waste are now features of the popular coastline in New Zealand

A tide of anger is rising in New Zealand’s capital, Wellington, as the city’s toilets continue to flush directly into the ocean more than two weeks after the catastrophic collapse of its wastewater treatment plant.

Millions of litres of raw and partially screened sewage have been pouring into pristine reefs and a marine reserve along the south coast daily since 4 February, prompting a national inquiry, as the authorities struggle to get the decimated plant operational.

Continue reading...

Article Image

France 24 - World News

France 24 - World News

2026-02-18 22:33:25 (2 days ago)

Zuckerberg defends Meta policies on children at landmark social media harm trial

Meta Platforms CEO Mark Zuckerberg defended the company’s policies on children and platform design during a landmark US trial examining whether social media firms knowingly harmed young users, as internal documents and testimony highlighted tensions between safety claims and growth strategies.

Article Image

BBC News - Technology

BBC News - Technology

2026-02-18 22:29:12 (2 days ago)

Zuckerberg defends Meta in landmark social media addiction trial

The billionaire boss said he "always" regretted not making faster progress to identify users under 13.

Article Image

Al Jazeera - Top Stories

Al Jazeera - Top Stories

2026-02-18 22:24:33 (2 days ago)

Young Palestinian shot, killed by Israeli settlers northeast of Jerusalem

Attacks by Israeli settlers in the occupied West Bank have intensified recently, backed by Israeli forces.

Article Image

Fox News - Video

Fox News - Video

2026-02-18 22:14:25 (2 days ago)

Sen Ted Cruz says he hopes Iran's Khamenei has ‘more sense’ than Maduro

Sen. Ted Cruz, R-Texas, predicts the outcome of tension with the Iranian regime on ‘Hannity.’

Article Image

Fox News - Top Stories

Fox News - Top Stories

2026-02-18 22:12:52 (2 days ago)

Socialist NYC Mayor Mamdani clashes with Hochul over tax hikes as some critics warn of catastrophe

Wall Street Journal editor-at-large Gerry Baker warns NYC Mayor Zohran Mamdani's tax plan targeting wealthy residents will be "catastrophic."

Article Image

Al Jazeera - Top Stories

Al Jazeera - Top Stories

2026-02-18 22:09:46 (2 days ago)

Peru appoints Jose Maria Balcazar as president after Jose Jeri’s removal

The new president will serve on an interim basis until a new executive is sworn in after April's general election.

Article Image

Fox News - Top Stories

Fox News - Top Stories

2026-02-18 22:07:17 (2 days ago)

Sheriff's office at center of Nancy Guthrie case spotlighted in new 'Desert Law' TV series

The Pima County Sheriff's Office, the department leading the Nancy Guthrie investigation, is featured in a new reality TV series titled "Desert Law."

Article Image

Globo News - Mundo

Globo News - Mundo

2026-02-18 22:06:47 (2 days ago)

Peru tem sistema político que permite 'impeachment express'; entenda por que país teve tantos presidentes destituídos


Congresso do Peru derruba a presidente Dina Boluarte O Congresso do Peru escolheu nesta quarta-feira (18) José María Balcázar Zelada como presidente interino para substituir José Jeri. A destituição de José Jeri da Presidência do Peru não é um episódio isolado. O país contabiliza anos de instabilidade política. Desde Ollanta Humala, que deixou o poder em 2016, ninguém conseguiu governar por um mandato completo. José María Balcáza Ernesto Arias/Peru Congress/Handout via REUTERS Parte dessa crise se deve a um sistema político unicameral e a uma Constituição que permite ao Legislativo realizar um "impeachment express" — oficialmente, trata-se de uma destituição. Em compensação, o presidente tem a prerrogativa de dissolver o Congresso sob determinadas circunstâncias. (Leia mais abaixo) Jeri estava envolvido em um escândalo envolvendo reuniões não divulgadas com um empresário chinês, motivo pelo qual o Congresso decidiu por sua destituição. José Jeri toma posse como novo presidente do Peru, após o Congresso votar pela destituição da ex-presidente Dina Boluarte, em Lima REUTERS/Angela Ponce Antes dele, Dina Boluarte enfrentou forte rejeição popular — sua aprovação varia entre 2% e 4% — ao mesmo tempo em que respondia por denúncias de enriquecimento ilícito. No fim, o Legislativo aprovou seu impeachment. Mandatos incompletos Jeri deveria permanecer na Presidência até abril de 2026, preenchendo um mandato-tampão antes da data prevista para as próximas eleições presidenciais. Nem ele, nem boa parte de seus antecessores conseguiu a proeza de se manter no cargo até o fim do tempo previsto. Dina Boluarte, que ocupou a cadeira por quase 3 anos, é a recordista de permanência desde 2016. Veja quanto tempo duraram os últimos presidentes do Peru: Pedro Pablo Kuczynski, de 28 de julho de 2016 a 23 de março de 2018 (1 ano e 238 dias) Martín Vizcarra, de 23 de março de 2018 a 9 de novembro de 2020 (2 anos e 231 dias) Manuel Merino, de 10 a 15 de novembro de 2020 (5 dias) Francisco Sagasti, de 17 de novembro de 2020 a 28 de julho de 2021 (253 dias) Pedro Castillo, de 28 de julho de 2021 a 7 de dezembro de 2022 (1 ano e 132 dias) Dina Boluarte, de 7 de dezembro de 2022 a 10 de outubro de 2025 (2 anos e 307 dias) José Jeri, de 10 de outubro de 2025 a 17 de fevereiro de 2026 (130 dias) Desde o governo de Kuczynski, a relação entre presidente e Congresso tem sido tensa em Lima. Nem todos eles, porém, foram destituídos formalmente. Kuczynski renunciou ao cargo após a divulgação de vídeos que mostravam tentativa de compra de votos de deputados para que ele sobrevivesse a uma votação de impeachment. Vizcarra, seu sucessor, caiu de fato por impeachment. Merino entrou em seu lugar, mas figuras políticas questionaram sua legitimidade no cargo, o que precipitou sua renúncia em apenas 5 dias. Sagasti foi promovido como presidente do Congresso, por sucessão constitucional, levando o mandato-tampão sob intensas crises sociais e políticas até o final. Pedro Castillo foi eleito em 2021. No ano seguinte, tentou dar um golpe e acabou preso e destituído do cargo. No final de 2025, Castillo foi condenado a 11 anos de prisão. Após a queda de Castillo, o comando do país passou para a vice-presidente Dina Boluarte. Ela permaneceu no cargo até outubro do ano passado, quando foi destituída por “incapacidade moral”. Presidente peruano, Pedro Castillo, durante pronunciamento à população em 6 de dezembro de 2022 Jhonel RODRIGUEZ / Peruvian Presidency / AFP O vizinho andino tem um sistema político com pontos importantes diferentes do Brasil - e da maior parte da América Latina. Os processos de impeachment e destituição têm uma tramitação "express" porque não existem duas câmaras no Legislativo para debater e colocar entrave a tais decisões. Entenda melhor abaixo: por que o Peru tem um sistema unicameral; o que ele implica; como isso se relaciona com o processo de impeachment; o cargo de primeiro-ministro peruano; Sistema unicameral Prédio do Congresso peruano em Lima. Cris Bouroncle / AFP Diferentemente do Brasil, o Peru não tem o chamado sistema bicameral - em que o Poder Legislativo é exercido por Senado e Câmara dos Deputados. No Peru, o Congresso é composto por apenas uma delas, em que atuam 130 parlamentares. Mas nem sempre foi assim. Até 1992, o país tinha Câmara de Deputados e Senado. Naquele ano, o então presidente Alberto Fujimori (1938 -2024) deu um “autogolpe”: entre outras medidas, fechou o Congresso, enviou militares às ruas e promulgou uma nova Constituição no ano seguinte. No texto, que foi aprovado por um referendo, ficou determinado que o país não teria mais um Senado - e a regra vigora até hoje. O ex-presidente do Peru, Alberto Fujimori, em foto de arquivo. Reuters/Mariana Bazo “Fujimori tinha um discurso e uma prática de crítica forte às instituições - que eram lentas, inoperantes, ineficientes. Para ele, os políticos peruanos eram uma desgraça para o país - então, para que ter duas Câmaras?” aponta o professor Jorge Aragón Trelles, um dos pesquisadores principais do Instituto de Estudos Peruanos, em Lima. Um dos motivos para o texto nunca ter sido alterado desde 1993 continua sendo, segundo explica Aragón, a opinião pública. “Há uma desconfiança e um aborrecimento da opinião pública com o Congresso e os congressistas - nenhum presidente quis levar a cabo a reforma porque é muito impopular. As pessoas não querem mais congressistas”, afirma Aragón. Mesmo assim, o governo de Vizcarra tentou recriar o sistema bicameral. Em agosto do ano passado, o presidente enviou um projeto ao Congresso que previa a recriação do Senado. Quando o texto chegou ao parlamento, foi modificado pelos congressistas. As alterações feitas “desvirtuavam o espírito da reforma, na opinião de Vizcarra, e por isso não passou”, explica Aragón. Outras mudanças, entretanto, foram emplacadas: em dezembro de 2018, o país aprovou, por referendo, uma reforma que acabava com a reeleição para os parlamentares. Como o Congresso funciona na prática Ex-presidente do Peru, Martin Vizcarra, anunciou a dissolução do Congresso em 2019 em uma mensagem televisionada Renato Pajuelo / Andina / AFP O fato de o Congresso do Peru só ter uma câmara legislativa significa, na prática, que um projeto só precisa ser aprovado - ou não - por uma única casa antes de ir à sanção presidencial. O professor Jorge Aragón acredita que seria melhor para o país ter um sistema bicameral. “Como não temos duas câmaras, há certas coisas que não funcionam bem. Não temos uma segunda instância que possa revisar a qualidade das leis”, avalia. “Se tivéssemos duas Câmaras, poderíamos ter uma representação por partidos e uma representação territorial. Poderíamos organizar melhor o trabalho do Congresso - a Câmara Baixa [dos Deputados] poderia fazer algumas coisas e o Senado poderia fazer outras. Tudo isso simplesmente se perde quando não há um sistema bicameral”, explica. Por outro lado, o Peru não é o único país com esse sistema, lembra o professor de relações internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV) em São Paulo Oliver Stuenkel. Venezuela, Equador, Portugal, Dinamarca e Nova Zelândia são outros exemplos de países que só têm uma Câmara legislativa. “Basicamente, todos os sistemas políticos são imperfeitos. Não dá pra dizer que um sistema é melhor que o outro - depende de muitos fatores, é ligado ao processo político do país. Não há uma decisão clara sobre qual sistema é superior ao outro”, avalia Stuenkel. "Com uma Câmara só, costuma-se tomar decisões mais rapidamente". Por outro lado, pondera, "ter as duas Câmaras aumenta a complexidade dos sistemas, mas, ao mesmo serve como mecanismo de freio -- limita a possibilidade de radicalização rápida porque, muitas vezes, há uma distribuição de poder que difere. É como no caso americano, em que o Senado é de maioria republicana e o Congresso, de maioria democrata”, avalia Stuenkel. Ele lembra, também, que o Senado, ao ser composto por uma representação territorial, acaba dando maior peso a regiões que têm menor população. Congresso, destituição e impeachment Para remover um presidente, a Constituição do Peru exige 87 votos, de um total de 130 deputados. Pela lei peruana, o presidente pode "dissolver o Congresso se este tiver censurado ou negado sua confiança a dois gabinetes". Dissolução do Congresso Antes de ser destituído do cargo e preso, o ex-presidente Pedro Castillo havia tentado dissolver o Congresso. Castillo respondia a um terceiro processo de impeachment na Casa. A Constituição do Peru prevê essa possibilidade no artigo 134: "O Presidente da República tem o poder de dissolver o Congresso se este tiver censurado ou negado sua confiança a dois gabinetes", ou seja, Castillo se valeu dos outros dois processos de impeachment anteriores para tomar essa decisão. O mesmo artigo diz que o presidente é obrigado a convocar novas eleições em até 4 meses, sem fazer qualquer tipo de alteração no processo eleitoral. Em 2019, Martín Vizcarra, que era presidente na época, também dissolveu o Congresso e convocou novas eleições. Em 1992 o mesmo ocorreu durante a gestão de Alberto Fujimori, que posteriormente incluiu esse artigo na Constituição. Presidente e 'primeiro-ministro' Além do presidente, o Peru tem em seu governo uma figura rara na América Latina: uma espécie de premiê. Seu cargo oficialmente se chama "presidente do Conselho de Ministros" e, na prática, ele atua como chefe dos ministros, uma espécie de chefe de gabinete, segundo o professor Jorge Aragón. Algumas pessoas dizem que o sistema político peruano é "presidencial parlamentarizado", mas não é para tanto. "O 'primeiro-ministro' é como um aliado que o presidente tem. O sistema peruano é fortemente presidencial e tem a figura do premiê como coordenador dos ministros. Mas não mais que isso", explica.

Article Image

Globo News - Mundo

Globo News - Mundo

2026-02-18 22:04:55 (2 days ago)

José María Balcázar Zelada é eleito presidente interino do Peru após destituição de José Jerí


José María Balcáza Ernesto Arias/Peru Congress/Handout via REUTERS O Congresso do Peru elegeu na madrugada desta quinta-feira (19) José María Balcázar Zelada como o novo presidente interino do país após a destituição de José Jeri, que ficou apenas quatro meses no cargo. Zelada é do partido Peru Libre, de esquerda. Ao todo, quatro candidatos disputaram a eleição no Congresso. Na primeira rodada, não houve maioria absoluta, e os dois mais votados passaram para o segundo turno. Balcázar venceu Maricarmen Alva Prieto. Embora o atual presidente do Congresso, Fernando Rospigliosi, fosse constitucionalmente o próximo na linha de sucessão, ele se recusou a assumir a Presidência. Assim, os parlamentares tiveram que eleger um novo presidente do Congresso, que assumirá automaticamente o comando do país para um mandato-tampão. As próximas eleições gerais estão marcadas para o dia 12 de abril. Destituição Jose Jeri, ex-presidente do Peru, no Palácio do Governo em Lima, em 21 de janeiro. Gerardo Marin/Reuters José Jeri, escolhido em outubro de 2025, estava envolvido em um escândalo envolvendo reuniões não divulgadas com um empresário chinês. Foram 75 parlamentares que votaram a favor da destituição de Jeri, enquanto 24 votaram contra e três se abstiveram. A rotatividade da Presidência peruana não é novidade. Jeri é o terceiro presidente consecutivo do Peru a ser removido do cargo. Nos últimos 8 anos, o país andino teve 7 presidentes, e deve escolher nesta quarta o seu oitvavo chefe do Executivo no período. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Chifagate O escândalo que derrubou Jeri, apelidado de “Chifagate” — em referência a um nome local para restaurantes chineses — começou em janeiro, quando o então presidente foi filmado chegando a um restaurante tarde da noite, usando capuz, para se reunir com o empresário chinês Zhihua Yang, que possui lojas e uma concessão para um projeto de energia. A reunião não foi divulgada publicamente. Jeri tornou-se presidente em outubro depois que o impopular Congresso do Peru votou por unanimidade pela destituição de sua antecessora, Dina Boluarte, após partidos de direita que a apoiavam retirarem seu apoio em meio a escândalos de corrupção e à crescente insatisfação com o aumento da criminalidade. Boluarte não tinha vice-presidente, e Jeri, que era presidente do Congresso na época, era o próximo na linha de sucessão. Essa condição interina foi usada pelo Legislativo para removê-lo da presidência. Diferentemente do impeachment, que exige uma maioria de 87 votos no Legislativo de 130 membros, o Congresso votou pela censura de Jeri, o que lhe retira o título de presidente do Congresso com maioria simples. Jeri afirmou que respeitaria o resultado da votação.

Article Image

Globo News - Mundo

Globo News - Mundo

2026-02-18 22:00:58 (2 days ago)

Argentina tem greve geral contra reforma trabalhista nesta quinta; governo Milei promete repressão e alerta jornalistas


Protesto na Argentina tem confronto entre policiais e manifestantes A Câmara dos Deputados da Argentina começa a discutir nesta quinta-feira (19) o projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo de Javier Milei ao Congresso. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O Senado já aprovou o texto na semana passada, e a maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), afirmou que uma greve geral para o início das discussões do projeto entre os deputados teve início às 00h nesta quinta (19), segundo a agência Associated Press. A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário da Câmara em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Legislativo. Além da greve geral, também é esperada uma onda de protestos, embora eles não sejam oficialmente chancelados pela CTG. Em resposta, o governo Milei determinou que a imprensa siga "medidas de segurança", o que é uma atitude incomum, e advertiu para situações de "risco" nos protestos esperados para os próximos dias. "Com o objetivo de reduzir situações de risco, recomenda-se (à imprensa) evitar posicionar-se entre eventuais focos de violência e o efetivo das forças de segurança destacado para a operação", disse o Ministério da Segurança da Argentina, em um comunicado. "Diante de atos de violência, nossas forças agirão", diz o texto, que informa que os meios de comunicação terão uma "zona exclusiva" em ruas laterais da praça em frente ao Parlamento. Mulheres correm em meio a gás lacrimogêneo durante um protesto em frente ao Senado argentino, em 11 de fevereiro de 2026 REUTERS/Cristina Sille Na quarta-feira passada, milhares de pessoas protestaram nas imediações do Congresso quando o projeto foi debatido no Senado. As manifestações terminaram em confrontos com a polícia e cerca de trinta detidos. Reforma trabalhista O texto ainda pode sofrer alterações na Câmara, mas já é considerado uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar regras que, em sua maioria, remontam aos anos 1970. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a reforma é ampla, reúne dezenas de artigos e faz parte de um pacote maior de mudanças estruturais voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao emprego e ao investimento na Argentina. Para garantir apoio político e acelerar a tramitação, o governo negociou cerca de 30 alterações no texto original. Entre as mudanças de última hora, Milei retirou o artigo que permitiria o pagamento de salários por meio de moeda estrangeira ou carteiras digitais, como as do Mercado Pago. O projeto flexibiliza contratos de trabalho, modifica regras de férias e jornada, facilita demissões e impõe limites em greves, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas e estimular a formalização do emprego em um mercado onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade. Na prática, os principais pontos da reforma preveem: Férias mais flexíveis, que poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do período tradicional (normalmente de 1º de outubro a 30 de abril); Restrições a greves em setores considerados essenciais: a reforma exige um mínimo de prestação de serviço entre 50% e 75%, o que limita o poder de paralisação dos sindicatos; Ampliação do período de experiência para até seis meses — podendo chegar a oito ou 12 em alguns casos —, com indenizações reduzidas; Flexibilização da jornada, com ampliação de 8 para até 12 horas diárias, desde que respeitado o descanso mínimo, permitindo compensação conforme períodos de maior ou menor demanda, sem pagamento de horas extras; Mudanças na negociação coletiva, com permissão para acordos diretos entre empresas e sindicatos locais, em detrimento de convenções nacionais; Alterações em indenizações e demissões, com redução no cálculo das indenizações e possibilidade de pagamento parcelado (em até seis vezes para grandes empresas e até 12 para pequenas e médias); Licenças médicas e acidentes de trabalho, hoje cobertos pelo sistema de seguros Aseguradora de Riesgos del Trabajo (ART), que passam a ter limite de pagamento em casos de lesões ocorridas fora do ambiente de trabalho; Combate à informalidade: a proposta elimina multas por falta de registro trabalhista e cria mecanismos de “regularização” dos vínculos, mas proíbe a contratação de monotributistas (regime para autônomos) em funções que deveriam ser de trabalho formal, com relação de dependência. No mercado digital, trabalhadores de plataformas passam a ser formalmente reconhecidos como independentes, com regras específicas e seguro de proteção, e o teletrabalho (home office) deixa de ter obrigações adicionais impostas durante a pandemia. A reforma não se aplica aos servidores públicos nacionais, estaduais ou municipais, com exceção das regras sobre greve em serviços essenciais, que também alcançam áreas como saúde, transporte e segurança. Segundo dados da Pesquisa Permanente de Domicílios (EPH), do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec), referentes ao terceiro trimestre de 2025, a Argentina tinha 13,6 milhões de pessoas ocupadas e cerca de 1 milhão de desempregados, o que corresponde a uma taxa de desocupação de 6,6%.

Current Page: 189